quinta-feira, 8 de novembro de 2012

INÍCIO


A nação que por primeiro se utilizou do aeroplano, em ocupação bélica, foi a Itália: isto ocorreu em 1911. No dia 24 de maio de 1915, quando entrou no conflito hoje denominado Primeira Guerra Mundial, ela só podia contar, entretanto, com 89 aparelhos, não obstante a circunstância de a experiência conseguida na frente francesa já havia proporcionado importantes indicações.
A indústria aeronáutica encontrava-se apenas no começo e, em 1915, produziu somente 382 aeroplanos, todos sob licença francesa. Nos três anos sucessivos, todavia, a Ansaldo, a Caproni, a Macchi, a Pomilio, a SIA-Fiat e a Savoia, produziram mais de 19.000 aeroplanos; alguns destes foram de desenho nacional, e figuram entre os melhores dos respectivos tipos, como os S.V.A. e os Caproni. No dia 4 de novembro de 1918, a Itália contava com 1.758 aeroplanos na linha de fogo, todos de construção nacional. É certo, entretetanto que se nos primeiros dois anos de guerra a Itália não houvesse podido abastecer-se de caças da Franca (Hanriot HD-T, Nieuport, Spad VII), o seu confronto com as aviações austriaca e alemã teria sido insustentável.
Cabe à Itália, ao invés, o mérito de ter desenvolvido (em segundo lugar, somente depois da Rússia) os primeiros bombardeiros estratégicos, de que foram exemplos excelentes os Caproni Ca.3 e Ca.4. Isto aconteceu devido às inistências do Gen. Giulio Douhet (comandante do 1º Batalhão de Aviadores, em 1911); ele acreditava na importância de uma força de bombardeio homogênea e poderosa a ser utilizada, de modo maciço, contra objetivos mesmo situados a grande distância, em território inimigo. Em 1917 as idéias de Douhet foram postas em prática com ações de bombardeio contra Lubiana, Pola e outras importantes centros adversários, com grupos de até 130 aeroplanos. As 28 medalhas de ouro e as 1.800 de prata dão testemunho da capacidade e do valor dos aviadores italianos; estes tiveram no Maj. Francesco Baraca o seu lider, com 34 vitórias.
Entre os outros 42 ases, distinguiram-se o Ten. Silvio Scaroni (26), o Ten. cel. Pier Ruggero Piccio (24), o Ten. Flavio Torello Baracchini (21), o Cap. Fulco Rulfo di Calabria (20). Os italianos contaram 763 vitórias contra 166 aeroplanos perdidos em duelo aéreo.

Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.

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