A nação que por primeiro se utilizou do aeroplano, em ocupação bélica,
foi a Itália: isto ocorreu em 1911. No dia 24 de maio de 1915, quando entrou no
conflito hoje denominado Primeira Guerra Mundial, ela só podia contar,
entretanto, com 89 aparelhos, não obstante a circunstância de a experiência
conseguida na frente francesa já havia proporcionado importantes indicações.
A indústria aeronáutica encontrava-se apenas no começo e, em 1915,
produziu somente 382 aeroplanos, todos sob licença francesa. Nos três anos
sucessivos, todavia, a Ansaldo, a Caproni, a Macchi, a Pomilio, a SIA-Fiat e a
Savoia, produziram mais de 19.000 aeroplanos; alguns destes foram de desenho
nacional, e figuram entre os melhores dos respectivos tipos, como os S.V.A. e
os Caproni. No dia 4 de novembro de 1918, a Itália contava com 1.758 aeroplanos
na linha de fogo, todos de construção nacional. É certo, entretetanto que se
nos primeiros dois anos de guerra a Itália não houvesse podido abastecer-se de
caças da Franca (Hanriot HD-T, Nieuport, Spad VII), o seu confronto com as
aviações austriaca e alemã teria sido insustentável.
Cabe à Itália, ao invés, o mérito de ter desenvolvido (em segundo
lugar, somente depois da Rússia) os primeiros bombardeiros estratégicos, de que
foram exemplos excelentes os Caproni Ca.3 e Ca.4. Isto aconteceu devido às
inistências do Gen. Giulio Douhet (comandante do 1º Batalhão de Aviadores, em
1911); ele acreditava na importância de uma força de bombardeio homogênea e
poderosa a ser utilizada, de modo maciço, contra objetivos mesmo situados a
grande distância, em território inimigo. Em 1917 as idéias de Douhet foram
postas em prática com ações de bombardeio contra Lubiana, Pola e outras
importantes centros adversários, com grupos de até 130 aeroplanos. As 28 medalhas
de ouro e as 1.800 de prata dão testemunho da capacidade e do valor dos aviadores
italianos; estes tiveram no Maj. Francesco Baraca o seu lider, com 34 vitórias.
Entre os outros 42 ases, distinguiram-se o Ten. Silvio Scaroni (26), o
Ten. cel. Pier Ruggero Piccio (24), o Ten. Flavio Torello Baracchini (21), o
Cap. Fulco Rulfo di Calabria (20). Os italianos contaram 763 vitórias contra
166 aeroplanos perdidos em duelo aéreo.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.
Fonte: Os aviões - Enzo Angelucci.
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